quarta-feira, 13 de julho de 2022

Castração Gratuita de Gatos e Cães no Rio de Janeiro - Orientações


1) Onde posso castrar meu bicho de estimação?


O Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Vigilância de Zoonoses e de Inspeção Agropecuária oferece castração para cães e gatos em duas unidades: no Centro de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (CJV), que fica na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 1.120, em São Cristóvão, na Zona Norte; e no Centro de Controle de Zoonoses Paulo Dacorso Filho (CCZ), no Largo do Bodegão, 150, em Santa Cruz, na Zona Oeste.


2) A castração é gratuita?

Sim, a cirurgia de castração é gratuita para animais a partir de cinco meses, desde que estejam saudáveis, sem sinal ou sintoma de doença.


3) Como faço para agendar a cirurgia?

Para fazer a marcação é preciso fazer login no Carioca Digital, e clicar em ACESSAR O SERVIÇO. Depois, é só acessar o serviço de agendamento de castração de cães e gatos, clicar em Quero Agendar e em seguida em Clique aqui para solicitar novo agendamento.

Na sequência, selecionar o item VISA PETs - Vigilância Sanitária - Serviços de Castração de Animais e prosseguir para a escolha da unidade veterinária a qual deseja marcar a cirurgia, o CJV, na Mangueira, ou o CCZ, em Santa Cruz. Feito isso, é necessário indicar o tipo de atendimento - para cães ou gatos, para macho ou fêmea. Depois é só escolher uma data e um horário disponível e confirmar o agendamento.

O usuário receberá as informações também por email. No dia escolhido para a cirurgia de esterilização, é preciso comparecer à unidade escolhida com no mínimo trinta minutos de antecedência ao horário agendado. É obrigatória a apresentação de exame de sangue (hemograma) para cães e cadelas, realizado nos últimos 30 dias.

A direção do Centro de Medicina Jorge Vaitsman reforça que as cirurgias de castração realizadas na unidade acontecem em dois turnos. Para os agendados para a manhã, o horário de chegada é 7h. Já para as castrações da tarde, é preciso chegar 12h. Importante destacar que é imprescindível o cumprimento do horário, sendo que os animais que não chegaram na hora estabelecida não serão atendidos.

Os procedimentos são feitos de acordo com todos os cuidados das Regras de Ouro para prevenir o contágio pelo coronavírus. Vale lembrar que todos os bichos têm direito à chipagem e cadastro no Registro Geral de Animais (RGA), que traz uma série de benefícios, como a localização dos que se perdem de seus donos e a definição de políticas de saúde pública.


4) Quais os exames necessários para a cirurgia?

Para cães e cadelas, são indispensáveis o hemograma completo e a pesquisa de hematozoários, que devem ser feitos até 30 dias antes da cirurgia e apresentados na data da castração. Para gatos e gatas, esses exames são opcionais e levados também no dia da esterilização.


5) Qual o peso máximo dos animais para serem castrados nas unidades do IVISA-Rio?

De acordo com a Portaria S/IVISA 407, de 22 de maio de 2019, o peso máximo é de 15 quilos. Para o animal acima desse peso, há agenda exclusiva no CJV.





8 Benefícios de ter um Gato em Casa (segundo a Ciência)


Os gatos são os animais mais misteriosos que existem. Muitas vezes, podemos achar que eles querem estar longe de tudo e de todos e que só querem saber de dormir. Mas, apesar dessa distância que parecem colocar em relação a nós, eles sempre estão atentos a tudo que acontece ao seu redor, principalmente quando o assunto é o estado emocional dos seus donos. A companhia desses animais, amados por grande parte da sociedade, oferece benefícios interessantes para as nossas vidas, como tranquilidade e harmonia.

Hoje, o Povo Felino mostra os maiores benefícios que um gato pode trazer para a vida de uma pessoa, segundo a Ciência. Vamos lá!


1. O ronronar é um som com poder de cura para os gatos e que faz bem à nossa saúde

O ’rrrr’ é o som característico do ronronar dos gatos. Essa é uma forma de comunicação com seus donos. Isso pode acontecer quando eles têm fome, quando estão com alguma dor, quando se sentem incomodados, quando sentem medo, quando recebem carinho, quando mostram nervosismo ou mesmo como sinal de amizade. A frequência sonora desses sons, segundo os cientistas, tem poder de cura porque funciona como uma espécie de terapia para eles mesmos. Dessa forma, os bichanos aliviam incômodos. O mesmo pode acontecer com as pessoas que estão ao lado deles.

Além de diminuir o risco de doenças cardíacas, o som ajuda a melhorar a função pulmonar de pessoas com problemas respiratórios. O ronronar auxilia no combate ao estresse e acalma quem estiver passando por uma crise nervosa. A frequência costuma ficar entre os 20 e os 140 hertz e o mais normal em gatos domésticos é que fique entre 20 e 50.

Essa vibração sonora estimula a cura de tecidos, principalmente lesões que afetam os tendões e os músculos. Além disso, elimina a dor e ajuda a aumentar a densidade óssea. Um estudo concluiu que conviver com gatos no primeiro ano de vida é uma ótima maneira de diminuir as possibilidades de infecções respiratórias e nos ouvidos porque eles ajudam a reforçar o nosso sistema imunológico.


2. Tranquilizam, relaxam e são ótimas companhias para os maus momentos

Fazer carinho em um gato pode gerar uma grande tranquilidade. Algumas pesquisas mostram que ter um bichano ou outro animal de estimação é uma maneira de eliminar o estresse e a ansiedade, o que diminui a pressão arterial e a frequência cardíaca e nos deixa mais relaxados e sem preocupações. Ter um gato em casa é a melhor maneira que uma pessoa pode encontrar para não se sentir sozinha.

Uma pesquisa mostrou que, em 83% dos casos, os gatos são uma fonte de companhia constante e, em 67% das situações, eles sempre estão disponíveis para nos ajudar com apoio emocional. Um outro estudo mostrou que ter bichos de estimação é uma maneira de elevar a nossa autoestima e aumentar o nosso nível de endorfina, o que, por sua vez, tem a ver com nosso bem estar. É por isso que, ao acariciá-los (coisa que, segundo a Ciência, quase todo mundo adora fazer), brincar com eles ou quando ficamos ao lado dos bichanos em silêncio, podemos eliminar a tristeza e sentir uma animação quase imediata.


3. Nos ajudam a dormir melhor

Podemos pensar que nosso gato dorme em nossa cama para se esquentar, mas as razões são outras. Quando chega a hora de dormir, eles também procuram afeto e proteção. Estar ao nosso lado faz com que se sintam mais seguros, podendo descansar do estado de alerta em que ficam durante todo o dia. Se você estiver com dificuldade para dormir, tente colocar um gato na sua frente por 5 minutos e sinta como o peso do cansaço do dia a dia diminui.


4. Trazem alegria para a nossa vida e nos fazem rir

As pessoas que vivem com gatos podem dizer que eles fazem com que o dia a dia se transforme em uma grande aventura. Acompanhar tudo o que os bichanos fazem é difícil, mas deixa as pessoas muito mais felizes. Alguns não podem ter animais em casa e, por isso, seguem as atividades de outros bichos pela Internet. Um estudo mostrou que ver vídeos de gatos na Web se transformou em um dos passatempos mais populares de hoje em dia porque as pessoas se sentem mais animadas e positivas. Outra pesquisa concluiu que, após ver algumas fotos e vídeos, as pessoas passam a trabalhar de maneira muito mais produtiva.


5. Ajudam a comunicação de pessoas com autismo

Para as pessoas com autismo, a comunicação nem sempre é fácil. Foi demonstrado que as terapias com animais são ótimas ferramentas porque os pacientes sentem uma conexão forte com eles. Um estudo descobriu que as crianças com bichos de estimação se sentem mais tranquilas e são mais sociáveis. Ao fazer carinho em um gato, os níveis de ocitocina podem aumentar, elevando, assim, o sentimento de confiança e de amor. Iris Grace, uma garotinha com autismo, costuma receber ajuda de sua gata, Thula, para falar com outras pessoas.


6. Ter gatos ajuda a reduzir as alergias (sobretudo em crianças)

Existem muitas opiniões sobre os pelos dos gatos. Algumas pessoas acham que em casa onde há um bebê não deve haver gato. Contudo, um estudo descobriu que as crianças com menos de 1 ano que convivem com gatos durante o crescimento têm menor probabilidade de desenvolver alergias. Estar ao lado dos animais no começo de nossas vidas é uma maneira de evitar que as alergias surjam mais para a frente (a animais ou ao pó).


7. Os gatos são amigáveis

Embora pareçam animais independentes, os gatos adoram interagir com humanos. Um estudo concluiu que muitos preferem socializar ao invés de comer ou brincar com objetos. Durante esse experimento, quando privados de determinadas coisas, depois de algumas horas, os bichanos (ou a maioria deles) correram para seus donos. Poucos mostraram mais interesse pela comida.


8. Donos de gatos são mais inteligentes que donos de cachorros

A batalha entre os donos de gatos e os donos de cachorros parece ser eterna. Um estudo concluiu que as pessoas que têm cachorros são mais ativas, extrovertidas e costumam passar mais tempo fora de casa. Por outro lado, pessoas com gatos são mais introvertidas e adoram ficar em casa, relaxando, lendo ou vendo um filme. Além disso, elas se interessam por temas culturais e acadêmicos. Portanto, o estudo determinou que os donos de gatos podem ser mais inteligentes que os de cachorros, resultado baseado nas diferentes personalidades e interesses de cada grupo.


E aí? Qual é a sua opinião sobre o poder de cura dos gatos? Você já percebeu alguma das características que mostramos na sua casa ou na casa de algum amigo? Se tiver alguma experiência interessante com o seu gato, conte nos comentários.


Fonte: https://incrivel.club/


Como o seu Gato te Vê?

 Os felinos são um dos animais mais queridos por nós humanos. A companhia do gato é muito agradável e por isso a adoção de gatos é cada vez mais comum. Mas por serem animais curiosos e mais independentes, muitos tutores se perguntam se os gatos realmente apreciam a companhia dos humanos. Se você já se perguntou o que os gatos pensam de seus donos ou como os gatos veem os humanos, saiba que esses questionamentos e curiosidade são absolutamente normais. Então, veja algumas informações sobre como os gatos veem o mundo.

O que os gatos pensam de seus donos?

Se você é tutor de gato, provavelmente já se impressionou com a inteligência e perspicácia desse animal. É normal que os gatos tratem um membro da família de forma diferente de outra. Isso acontece porque os felinos conseguem entender o que funciona com qual pessoa. Eles conseguem entender qual pessoa é mais propensa a lhe dar um mimo de madrugada, por exemplo. John Bradshaw é biólogo e especialista em interação entre humanos e animais, pesquisou o comportamento de gatos por mais de 30 anos e chegou a algumas teorias de como os gatos veem os humanos. Segundo o biólogo e autor do livro “Cat Sense”, os bichanos enxergam os humanos como semelhantes e não mudam o comportamento quando estão perto dos humanos. Diferente dos cachorros, por exemplo, os felinos têm atitudes de comportamento parecidas das que exercem quando estão diante de outros gatos.


Como os gatos veem seus donos?

Já que os felinos pensam que não somos muito diferentes deles, fica a pergunta: como os gatos nos veem? Dentre as teorias propostas, a visão mais adotada é a de que os bichanos nos veem como “gatos gigantes” e provedores de proteção e recursos. Essa perspectiva se dá também pela razão de que muitas vezes os gatos costumam ter comportamentos que teriam com suas mães. Certas atitudes como levantar a cauda, se esfregar, amassar e ronronar são pedaços de comportamento da época em que os gatos eram filhotes e que costumavam a fazer com a mãe. Esse repertório comportamental se repete com os tutores de maneira natural, afinal, acabamos sendo os provedores dos gatinhos domésticos.


Os gatos são sensíveis às emoções de seus donos

Agora que você sabe a forma peculiar de como os gatos veem o mundo e os humanos, deve ter outras curiosidades sobre a percepção dos bichanos conosco. Você sabia que os felinos também são sensíveis às nossas emoções? É o que indicou o estudo feito pelas pesquisadoras Moriah Galvan e Jennifer Vonk. A análise foi feita com 12 gatos e seus donos. Elas observaram que os animais se comportavam de maneira diferente quando o tutor sorria e exibia uma expressão triste. O mesmo teste foi feito com pessoas estranhas e o comportamento foi totalmente diferente do exercido quando estavam com seus donos. Com os desconhecidos, os bichanos demonstraram o mesmo comportamento independente da expressão exercida pela pessoa. Os resultados do estudo apontam que os gatos podem aprender a perceber as expressões faciais de seus donos, sendo sensíveis às emoções que eles expressam.

Redação: Hyago Bandeira

Fonte: https://www.patasdacasa.com.br/

Gatos e Humanos - Semelhanças Genéticas


 Os genes dos humanos modernos têm mais semelhanças genéticas com os de gatos do que com os de cães e ratos, de acordo com uma nova pesquisa publicada no periódico Trends in Genetics.

A mesma equipe responsável pela pesquisa vem, por conseguinte, estudando o genoma de gatos nos últimos anos. Os pesquisadores, inclusive, criaram o mapeamento genético de um gato mais detalhado já feito. Esses dados, inclusive, são mais precisos do que qualquer mapeamento já feito em canídeos.

Agora, contudo, a equipe foi além e publicou uma pesquisa que critica um paradigma na pesquisa biológica: os modelos de pesquisa. Em geral, os ratos dominam os laboratórios, servindo como modelos para o que seria o organismo de um ser humano. Contudo, pesquisas podem ainda usar camundongos, coelhos, cães e macacos para simular o organismo humano.

De acordo com a pesquisa, gatos têm mais semelhanças genéticas na ordem e sequência de certos genes do que se encontraria em cães e ratos. Uma das autoras, Leslie Lyons afirma que cães e ratos têm cromossomos rearranjados, o que permite uma variabilidade significativa em relação aos humanos. Portanto, a equipe sugere que os gatos são uma potencial ferramenta em estudos clínicos – que tem sido ignorada até o momento.

Apesar do sequenciamento genético ter ficado bastante acessível depois do Projeto Genoma Humano, poucas espécies têm seus genes completamente mapeados. Assim, os autores indicam que os gatos podem ter ainda mais semelhanças genéticas com seres humanos. Isso pode acontecer com outros organismos, também, dos quais não temos acesso ao sequenciamento ainda.

Uma das possibilidades citadas por Lyons é a pesquisa acerca dos íntrons do nosso DNA. Esses pedaços do DNA humano são porções não-codificantes que representam em média 95% de todo nosso material genético. O mistério científico aqui é que ninguém sabe exatamente para que os íntrons servem, ainda que eles sejam tão volumosos.

Assim, a autora afirma que o estudo genético dos gatos pode nos ajudar, por exemplo, a compreender essa “matéria escura” das nossas células. Além do mais, os testes em animais são uma etapa ainda essencial da maioria dos novos medicamentos e vacinas que chegam ao mercado. Por esse motivo, aliás, é tão importante ter semelhanças genéticas altíssimas entre modelos biológicos e humanos.

Uma pesquisa de um novo medicamento pode, por exemplo, utilizar centenas de ratos de laboratório durante seu desenvolvimento. Modelos mais parecidos com nosso organismo podem reduzir o número de animais em pesquisa, bem como melhorar a eficácia dos produtos finais.

Fonte: https://www.istoedinheiro.com.br/

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Gatos de Estimação Raramente se Afastam dos Lares Quando Saem para Passear

 Pesquisa feita com 100 felinos em uma pequena cidade norueguesa registrou uma distância média máxima de apenas 352 metros durante as saídas dos bichos.

Gatos de estimação raramente se afastam de seus lares quando saem para passear - (Cat On A Wall, Greece is a photograph by Jean-Louis Klein & Marie-Luce Hubert which was uploaded on July 14th, 2015).

O gato doméstico é um dos animais de estimação mais populares no mundo, totalizando 23,9 milhões de bichinhos apenas no Brasil, segundo último censo do IBGE. Uma das preocupações para os donos desses animais que moram em casas é não conseguir controlar as eventuais escapadas dos felinos para as ruas, e ficar sem saber ao certo onde estão.

Pesquisadores e alunos de mestrado da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida sanaram algumas dessas preocupações ao concluir, em estudo, que dificilmente um gato irá vaguear para muito longe da sua casa. Publicada na Scientific Reports, no dia 8 de abril, a pesquisa analisou 100 gatos de estimação em uma pequena cidade no leste da Noruega e rastrearam os gatos quando estavam do lado de fora por meio de dispositivos GPS.

Após a coleta e análise dos dados, os donos dos gatos também tiveram acesso a mapas digitais onde puderam ver onde seu animal de estimação esteve (Foto: Divulgação/ Scientific Reports)

Os resultados, mesmo que dentro de uma pequena cidade, correspondem a pesquisas semelhantes de outros países europeus. Os gatos passaram uma média de 79% do tempo ao ar livre a 50 metros da casa do dono. A distância máxima média para todos os gatos foi de 352 metros.

“Os gatos têm personalidades diferentes, e os resultados da pesquisa refletem isso: geralmente há uma grande variação”, diz Richard Bischof, professor da Universidade Norueguesa de Ciências da Vida, em comunicado.

Todos os donos de gatos viviam dentro de cerca de um quilômetro quadrado, o que deu aos pesquisadores uma visão muito detalhada das atividades de muitos gatos em uma área limitada. “Até onde sabemos, ninguém jamais rastreou tantos gatos em uma pequena área. Isso nos possibilitou mostrar como é uma população de gatos domésticos no tempo e no espaço”, completa Richard.

Após a coleta e análise dos dados, os donos dos gatos também tiveram acesso a mapas digitais onde puderam ver onde seu animal de estimação esteve. Embora o estudo tenha se concentrado até agora no leste da Noruega, o projeto recebeu pedidos de donos de gatos domésticos curiosos por todo o país para participar.

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/

Gatos Reconhecem os Nomes Uns dos Outros

 Pesquisa feita com dezenas felinos aponta que eles conseguem sim reconhecer seus nomes e os nomes de seus donos.


Quem gosta de gatos provavelmente já teve de ouvir que “felinos são antipáticos”, “não dão atenção aos donos” ou “não são carinhosos”. Entretanto, uma pesquisa publicada na revista Scientific Reports na última sexta (13) deu indícios que esses animais se importam sim com o que e quem está ao redor deles, especialmente se for um de seus humanos.

O estudo foi realizado no Japão por pesquisadores de três universidades diferentes: Universidade de Kyoto, Universidade de Sophie e Universidade de Azabu. Para compreender até onde os gatos conseguem assimilar nomes, os cientistas precisavam de felinos que convivessem em residências com vários gatos e pessoas ao mesmo tempo. 

Isso foi facilitado pelos famosos "gatos cafés" existentes no país. Tratam-se de locais que são cafeterias, mas com o diferencial de que os clientes podem brincar e, até mesmo, adotar um dos felinos que mora no café. No Brasil, a rede de cafeterias chamada Gato Café oferece esse serviço. Além desse tipo de comércio, moradias que tinham mais de um gato e mais de uma pessoa em casa, também foram utilizadas.

A pesquisa foi dividida em duas etapas. Na primeira, avaliaram se 48 pequenos felinos, sendo 29 de cafeterias felinas e 19 de domicílios, compreendiam os nomes de outros gatos que convivem com eles.

Os cientistas apresentaram aos felinos a imagem de um gato modelo (um felino do ambiente familiar) pelo computador. No momento em que a foto era exibida, duas gravações da voz do dono eram tocadas. Em uma, ouvia-se o nome correto do gato modelo em voz alta, o que foi apelidado de condição congruente. Na outra, o gato modelo era chamado por um nome diferente, o que é reconhecido como condição incongruente.


Após esse teste, observou-se que havia uma diferença de comportamento entre os gatos de lares domésticos e os da cafeteira. Os domésticos passaram mais tempo olhando para imagem durante a condição incongruente, algo que para os cientistas pode ser uma resposta à curiosidade do animal com a incompatibilidade da imagem mostrada com o nome do gato modelo chamado.

Já os da cafeteria não apresentaram a mesma curiosidade durante o experimento. Segundo a pesquisa, essa resposta pode ter ocorrido pelo fato deles morarem com vários outros felinos e talvez não estivessem familiarizados com o gato modelo escolhido.

Na segunda etapa da análise, em vez do gato modelo, os donos foram usados como forma de estímulo. Apenas os gatos de casas domiciliares e familiares foram testados.

Portanto, o número de gatos analisados foi menor. Caindo quase pela metade, apenas 26 animais foram analisados. Assim como na primeira etapa, a imagem da pessoa com quem eles moravam em uma casa com várias pessoas era mostrada, e uma gravação era tocada falando o nome correto da pessoa como condição congruente e um outro nome como condição incongruente.

Os gatos novamente pareceram prestar atenção na imagem quando havia uma incompatibilidade entre a foto e o nome. Mas essa reação tendia a ser maior em gatos que moravam em uma casa como várias pessoas ou que conviviam por muito tempo com a mesma família. “Nossa interpretação é que gatos que vivem com mais pessoas têm mais oportunidades de ouvir nomes sendo usados ​​do que gatos que vivem com menos pessoas, e que viver com uma família por mais tempo aumenta essa experiência”, explicam os pesquisadores em comunicado. 

Embora os animais do estudo pareçam associar nomes e rostos (tanto para pessoas familiares quanto para outros gatos), ainda não se entende de maneira definitiva como eles desenvolvem essa associação. Os cientistas ressaltam que o estudo é considerado pequeno em proporções, por envolver apenas dezenas de gatos.

Eles afirmaram que o estudo apresenta “a primeira evidência de que os gatos domésticos ligam os enunciados humanos e seus referentes sociais através de experiências cotidianas".

Fonte: https://revistagalileu.globo.com/