terça-feira, 4 de junho de 2024

Um Escritor Sem Gato é Como um Cego Sem Guia”

A natureza solitária e individualista dos felinos faz com que os escritores se sintam identificados com eles. Poderíamos definir a relação entre os dois como uma aliança entre seres completamente livres.

Jorge Luís Borges

Borges
confessou-se anarquista, independente e solitário, sem horários que condicionassem a sua criatividade. “Ele faz o que quer, como eu”, disse o escritor sobre seu fiel gato Beppo.

Os felinos são politicamente incorretos, seres de ninguém, amantes da noite, boêmios e independentes... A mistura perfeita para muitos dos escritores que marcaram um antes e um depois no mundo da literatura. Alguns deles conseguiram criar laços imperceptíveis para outros mortais, simplificando sua magia em uma só.

Ernest Hemingway



Charles Bukowski escreveu sobre os gatos: “eles andam com uma dignidade surpreendente, podem dormir 20 horas por dia sem dúvidas e sem remorso, essas criaturas são professoras”. 

Alexandre Dumas tinha dois gatos, Mysouff I e Mysouff II, sendo este último o preferido do escritor, apesar de já ter comido todos os pássaros exóticos de Dumas.

Charles Dickens tinha um gato chamado William, a quem rebatizou de Williamina, devido ao nascimento que o felino teria meses depois no estudo de Dickens. 

Julio Cortázar

Edgar Allan Poe tinha uma gata chamada Catarina, que frequentemente deitava em seu ombro enquanto ele escrevia. O gato inspirou a obra O Gato Preto.


O carinho de Ernest Hemingway pelos felinos é tão conhecido que a jornalista americana Carlene Fredericka Brennen decidiu escrever o livro Os Gatos de Hemingway, no qual narra sua relação com esses animais.


Julio Cortázar
batizou seu gato de T.W. Adorno, do filósofo e sociólogo alemão. O escritor menciona gatos em várias de suas obras, incluindo Amarelinha e A Última Rodada. 

Patricia Highsmith
O gato de Hermann Hesse era muito inquieto, o escritor passava o tempo livre correndo atrás dele pela casa. 

Dizem que o gato de Jean-Paul Sartre, um animal branco e fofo, se chamava Nada, nome que combinava perfeitamente com o existencialismo de seu dono.


Patricia Highsmith
vivia feliz com seus gatos; Com eles consegui ter uma proximidade que não suportaria ter a longo prazo com as pessoas. Ela precisava de gatos como equilíbrio psicológico.

Esses felinos têm sido inspiração, solidão e companhia em suas vidas. Amigos fiéis no escuro; almas livres que juntas criaram magia.

Fonte: El Cocinero Loko

Guimarães Rosa


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